Publicado em 28 de maio de 2026

Vale a pena comprar um Nintendo Switch 1 em 2026?

O Switch já virou veterano de guerra gamer. Quase 10 anos depois, ainda vale a pena ou já virou peça de museu?

Imagem do nintendo switch 1 jogando Zelda

Antes de tudo! Sinceramente? Depende muito do tipo de jogador que você é. Bora lá!


O Switch ainda tem um charme absurdo

Tem uma coisa que o Switch faz muito bem até hoje: ele é gostoso de usar.

Você pega, liga, tira da dock, joga no sofá, leva pra cama, joga viajando, passa um Joy-Con pro amigo e pronto… já virou uma mini festa improvisada. É aquele videogame que parece menos “sistema operacional corporativo” e mais brinquedo divertido. E isso faz diferença.

Mesmo em 2026, poucos consoles conseguem entregar essa flexibilidade tão naturalmente.

O modelo OLED continua bonito pra caramba, o Lite ainda faz sentido pra quem quer portátil barato, e o Switch padrão segue sendo o famoso “pau pra toda obra”.

O catálogo é o verdadeiro monstro desse videogame

Aqui tá o maior argumento pra comprar um Switch hoje: backlog.

Tem jogo PRA CARAMBA.

Se você nunca teve um Switch antes, parabéns, porque existe uma montanha de jogo excelente te esperando. Mario, Zelda, Metroid, Pokémon, Smash, Xenoblade, Fire Emblem… e isso sem entrar nos indies.

O Switch virou praticamente uma máquina oficial de indie também. Tem muita coisa boa e barata aparecendo em promoção o tempo todo.

Então mesmo que os grandes lançamentos estejam desacelerando, ainda existe conteúdo suficiente pra você passar anos sem enjoar.

Tipo… anos MESMO.

Seu problema vai ser tempo de vida útil como ser humano.

Imagem do nintendo switch 1 e um monitor no fundo com wallpaper Ranker Quest

Mas o hardware tá cansando bonito

Agora vem a parte dolorida.

O Switch já nasceu meio “humilde tecnologicamente”. Em 2026 então? O bichinho já tá respirando por aparelhos em alguns jogos.

Tem título rodando liso? Tem.

Mas também tem jogo parecendo apresentação de PowerPoint premium.

Frame rate caindo, resolução derretendo, loading sofrido… e às vezes você fica olhando pra tela pensando: “irmão, por que lançaram isso aqui nesse hardware?”.

Então vale pesquisar desempenho antes de comprar qualquer jogo mais pesado.

O Switch é incrível quando o jogo respeita os limites dele.

Quando não respeita… vira um air fryer portátil tentando processar Unreal Engine.

Os jogos da Nintendo continuam caros. E sem dó.

Isso aqui é clássico da Nintendo.

O console pode até ficar mais barato com o tempo, mas os jogos first-party parecem imóveis da Faria Lima: nunca desvalorizam.

Mario Kart, Zelda, Smash… tudo ainda custando uma pequena parcela da sua alma.

Claro, promoções existem, mídia usada existe, e os indies ajudam MUITO a equilibrar a biblioteca. Mas se você quer entrar no ecossistema Nintendo jogando os principais exclusivos… prepara a carteira e talvez um apoio psicológico financeiro.

Imagem do nintendo switch 1 com o jogo Cuphead

O Switch 2 muda completamente a conversa

Esse é provavelmente o maior ponto.

Se você tem grana disponível e quer entrar no ecossistema Nintendo AGORA… talvez faça mais sentido ir direto pro Switch 2.

A tendência natural é os lançamentos grandes migrarem cada vez mais pra nova geração. No começo ainda rola suporte compartilhado, mas isso não dura pra sempre.

Então o Switch original começa a entrar naquele território de “console secundário”.

O que não é necessariamente ruim.

Porque dependendo do preço que você encontrar, ele ainda pode virar uma excelente porta de entrada pro universo Nintendo.

Imagem do nintendo switch com uma iluminação amarela

Então… vale ou não vale?

Se você nunca teve um Switch, curte portátil, ama jogos cooperativos, quer explorar um catálogo gigantesco e encontrar um preço bom… sim, ainda vale bastante.

Agora, se você já tem um PC forte, um PS5, joga só lançamentos recentes e liga MUITO pra performance gráfica… talvez ele acabe virando decoração gamer premium pegando poeira do lado da TV.

O Switch em 2026 é menos sobre potência e mais sobre experiência.

E honestamente? Às vezes sentar no sofá jogando Mario Kart com alguém vale mais do que ray tracing ultra realista em 4K pra ver reflexo de poça d’água.

A indústria inteira esqueceu disso um pouco.

Imagem do nintendo switch 1 com os joycons separados

E tem também o assunto que sempre aparece: desbloqueio

E claro… existe o famoso desbloqueio.

Eu não fiz no meu, então não vou pagar de especialista no assunto. Mas é impossível ignorar que muita gente fala que isso praticamente “abre um portal de possibilidades” pro Switch.

Especialmente hoje, com jogo first-party custando o preço de um pequeno financiamento emocional.

Ao mesmo tempo, vem o outro lado da moeda: você perde suporte oficial, assume riscos, pode ter problemas online e entra numa discussão que vai muito da consciência de cada um.

Tem gente que vê como preservação, acessibilidade e sobrevivência financeira gamer.

Tem gente que vê como pirataria pura e simples.

No fim, aí entra aquele debate clássico da internet que nunca acaba. Vale ou não vale a pena? Até onde é ético? Até onde compensa?

Cada um vai ter sua própria resposta.

Só não dá pra negar que o desbloqueio virou parte da conversa quando o assunto é Switch em 2026.

Comentários