
5 motivos para NÃO jogar 007 First Light
Ranker Quest
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Análise de 007 First Light: história, personagens, combate, jogabilidade, duração e se o novo jogo de James Bond vale a pena.
007 First Light consegue entregar uma aventura divertida, cinematográfica e bastante fiel ao universo de James Bond. O jogo não revoluciona o gênero de ação e espionagem, mas apresenta uma base sólida para o começo de uma nova franquia.
A história funciona como uma origem para o personagem, acompanhando Bond desde o treinamento e mostrando sua evolução até se tornar o famoso agente 007. Por não depender diretamente dos filmes, de adaptações anteriores ou de qualquer conhecimento prévio, o jogo funciona muito bem como porta de entrada para novos jogadores.
Ainda assim, os fãs da franquia vão reconhecer praticamente todos os elementos clássicos: protagonista carismático, gadgets, conspirações internacionais, personagens marcantes, missões exageradas e aquela velha tarefa tranquila de impedir uma catástrofe mundial antes do jantar.
Um dos grandes acertos de 007 First Light está nos personagens. James é simpático, confiante e carismático, carregando aquela personalidade típica do 007 sem parecer apenas uma imitação das versões vistas no cinema.
Ele tem a arrogância, o charme e as respostas rápidas que esperamos do personagem, mas ainda está no começo de sua trajetória. Como acompanhamos seu treinamento e desenvolvimento, fica mais fácil criar uma conexão com ele e acreditar em sua evolução até se tornar o agente que já conhecemos.
Moneypenny também funciona muito bem como contraponto. Ela está sempre cheia de críticas, pronta para questionar os métodos de Bond e cortar um pouco de sua confiança exagerada. A dinâmica entre os dois é divertida justamente por esse contraste: enquanto ele tenta bancar o agente irresistível, ela está ali para lembrar que o cidadão ainda tem muito o que aprender.
Os outros companheiros também ajudam bastante a sustentar a campanha. Consegui me apegar ao grupo conforme a história avançava, o que dá mais peso aos momentos em que algum deles está envolvido diretamente nas missões.
Eles não parecem apenas personagens colocados ali para entregar informações ou esperar que Bond resolva tudo sozinho. Os diálogos e a sensação de fazer parte de uma equipe ajudam a tornar a história mais envolvente.
O maior destaque da jogabilidade está na liberdade oferecida durante boa parte das missões. É possível seguir pelo caminho da furtividade, procurar rotas alternativas, utilizar gadgets, evitar confrontos ou simplesmente resolver tudo no melhor estilo “tiro, porrada e bomba”.
Esse sistema lembra bastante Hitman, o que não surpreende considerando a experiência da desenvolvedora. Os cenários oferecem diferentes possibilidades de abordagem, embora o jogo continue seguindo uma estrutura geral bastante linear.
Existem também algumas escolhas de diálogo, mas elas não parecem alterar profundamente o desenvolvimento da história. Quem procura decisões difíceis, consequências gigantescas ou caminhos narrativos completamente diferentes provavelmente não encontrará isso aqui.
Quando a furtividade vai para o espaço — seja por escolha ou incompetência profissional do jogador — o combate funciona muito bem. A pancadaria é estilosa, os golpes possuem impacto e as finalizações ajudam a transformar Bond em uma espécie de John Wick de terno.
Em alguns momentos, dá até vontade de ignorar completamente os gadgets e resolver a missão no argumento diplomático do soco na cara.
De maneira geral, 007 First Light é um jogo bem resolvido tecnicamente. Apesar de alguns bugs durante a campanha, a jogabilidade funciona bem, os controles são fáceis de aprender e os diferentes sistemas se encaixam sem grandes problemas.
Nada parece extremamente inovador, mas também não existe nenhum sistema importante completamente quebrado. É aquele tipo de jogo que você começa a jogar e rapidamente entende como tudo funciona.
O problema é que a inteligência artificial dos inimigos deixa bastante a desejar. Durante os confrontos corpo a corpo, é comum que adversários armados simplesmente esperem o fim da luta antes de atacar, como se estivessem assistindo a uma briga organizada no intervalo da escola.
Na dificuldade normal, achei a experiência pouco desafiadora. Morri algumas vezes durante a campanha, mas o jogo raramente exigiu muito de mim. Mesmo testando algumas missões no difícil, não senti uma mudança tão significativa.
Isso não chega necessariamente a ser um defeito para quem procura uma aventura mais tranquila. 007 First Light funciona melhor como uma experiência cinematográfica para relaxar e acompanhar a história do que como um grande teste de habilidade.
Os trailers também passam a impressão de que o jogo teria uma verticalidade mais próxima de Uncharted, com escaladas, exploração e grandes sequências cinematográficas.
Na prática, esse aspecto é bastante limitado. Existem momentos de escalada, principalmente nas partes finais, mas eles raramente oferecem desafios ou possibilidades reais de exploração.
Em algumas situações, essas sequências parecem estar ali apenas para aumentar a duração da missão. Elas não são ruins o suficiente para comprometer o jogo, mas ficam abaixo das grandes cenas de ação e raramente oferecem exploração ou desafio de verdade.
O jogo consegue entregar espetáculo em outros momentos. O problema não está na falta de sequências cinematográficas, mas na maneira como algumas partes de escalada parecem forçadas e pouco interessantes.
A duração da campanha foi suficiente para mim e evita que a história fique arrastada. Mesmo assim, quando terminei, fiquei com a sensação de que o jogo poderia oferecer um pouco mais, principalmente considerando o preço cheio.
Não é necessariamente uma experiência que precisa ser comprada imediatamente ou que perde completamente o sentido depois do lançamento. Mesmo sendo um jogão e recomendar muito, talvez seja mais interessante esperar por uma promoção e pagar um valor que você considere mais justo.
A liberdade de abordagem e os desafios adicionais incentivam revisitar algumas missões. Ainda assim, a estrutura linear da campanha e a falta de consequências relevantes nas escolhas podem limitar o interesse de quem não costuma repetir fases apenas para testar caminhos diferentes.
007 First Light é um bom jogo de ação e uma estreia promissora para essa nova versão de James Bond. A história é interessante, os personagens são carismáticos, o combate funciona bem e as missões conseguem capturar o espírito exagerado e cinematográfico da franquia.
Bond funciona muito bem como protagonista, Moneypenny oferece um ótimo contraponto à sua autoconfiança e os companheiros ajudam a formar uma equipe com a qual é fácil criar uma conexão ao longo da campanha.
Ao mesmo tempo, a inteligência artificial fraca, a baixa dificuldade que encontrei durante a campanha e as sequências de escalada pouco interessantes impedem que ele se torne uma experiência realmente obrigatória.
É um jogo divertido, redondinho e fácil de recomendar, principalmente para quem gosta de James Bond, Hitman ou aventuras focadas em narrativa. Só talvez não seja necessário comprar correndo pelo preço cheio.
No final, 007 First Light cumpre bem sua missão: faz você se sentir um espião, apresenta personagens dos quais é fácil gostar, entrega boas sequências de ação e deixa uma base interessante para futuras continuações.
Agora é torcer para a próxima missão trazer inimigos com dois neurônios a mais e menos escaladas colocadas só para encher linguiça.
Nota Final
O jogo é muito divertido, os personagens são carismáticos e tudo funciona muito bem. É um jogão!
A ideia de acompanhar o início da trajetória de James Bond funciona muito bem, cria um vínculo maior com os personagens e prepara o terreno para futuras aventuras. A história é bacana e realmente faz você se sentir o 007.
A jogabilidade é fluida, intuitiva e funciona muito bem na maior parte do tempo. Encontrei poucos bugs, mas a direção dos veículos é bem ruim e parece estar ali só como uma amostra grátis do que poderia ser. A exploração vertical, que muitas vezes parece existir apenas para encher linguiça, também diminui um pouco a nota.
Os gráficos não estão entre os melhores da geração, mas ainda são excelentes. Tudo é muito bem produzido, os cenários são bonitos e o jogo é um deleite para os olhos.
Eu tomava um susto toda vez que abria a tela inicial e vinha aquele “TANAM”. A trilha traz toda a identidade clássica de James Bond, com músicas marcantes que combinam perfeitamente com a atmosfera.
Gadgets no melhor estilo James Bond. (+1)
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