Publicado em 24 de julho de 2026

FC 26, um jogo que eu não esperava estar curtindo tanto

FC 26 ainda diverte com Ultimate Team, partidas rápidas, cartas, elenco misto e aquele vício

Imagem de capa do jogo FC 26 com dois jogadores entrando em campo
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Eu nunca fui exatamente “o cara do FIFA”. Na real, nem fui tão ligado assim em jogos de futebol. Mas tem uma coisa que eu sempre achei muito boa nesses jogos: ter uma cópia disponível em casa para aquela partidinha rápida com os amigos.

E já que a EA acabou de lançar o primeiro trailer do FC 27, achei que esse era um bom momento para finalmente falar sobre o FC 26. Esse é o tipo de jogo sem compromisso. Você liga, escolhe um time e, em poucos minutos, já está vibrando, dando carrinho de propósito, tomando cartão vermelho e reclamando de impedimento. E, cara… tem hora que eu duvido desse impedimento, hein. Parece que o VAR da Copa foi baseado nesse FIFA: pega até dedo do pé.

E essa sempre foi a graça pra mim. Futebol virtual é rápido, simples de entender e quase todo mundo sabe jogar pelo menos o básico. Mesmo quem não acompanha futebol consegue se virar. Chuta, passa, corre e tenta não tomar gol.

Mas ultimamente eu tenho descoberto melhor o modo Ultimate Team. E, olha… é divertido!

Cristiano Ronaldo comemora um gol cercado por jogadores da seleção portuguesa no FC 26

Sim, é um baita caça-níquel, não dá pra negar. O jogo vive te cutucando pra abrir só mais um pacotinho. É um sistema claramente pensado para te fazer querer mais e, de quebra, gastar dinheiro com essa tal “sorte”, que, convenhamos, é bem questionável. Eu mesmo já me peguei olhando o preço das fichas para ver se valia a pena.

NÃO VALE! Ainda bem que meu lado mão de vaca entra em ação nessas horas e me salva de gastar com isso.

Só que, mesmo sabendo disso, eu tenho que admitir: é legal. E não precisa gastar nenhum centavo para montar um time bacana. Claro, eu quero o Ronaldinho Gaúcho no meu time, mas dá pra se virar com o que tem.

A ideia de montar seu próprio time, ir melhorando aos poucos, buscar jogadores raros, testar formações e criar combinações diferentes prende bastante. E uma das coisas que eu mais estou curtindo é essa mescla de jogadores masculinos e femininos no mesmo elenco.

Eu sei que tem uma galera que chia com isso. “Ah, mas é irreal.” “Uma mulher não jogaria em igualdade com um homem.” Beleza, fiscal da realidade, mas é videogame!

Pra mim, essa mistura é justamente uma das graças do modo. É divertido montar um time diferente, ver todo mundo jogando de igual para igual e, de quebra, conhecer muito mais nomes do futebol feminino e masculino. É uma forma absurda de ampliar o repertório, principalmente pra quem não acompanha futebol de perto.

O problema, claro, é que esse modelo anual pesa. Talvez não precisasse lançar um jogo novo todo ano e fazer a gente praticamente recomeçar o Ultimate Team do zero. Algumas coisinhas até carregam, mas o elenco que você passou meses montando fica para trás.

Mesmo assim, eu entendo o apelo. Sempre tem novo desafio, novas cartas, novos objetivos e aquela vontade maldita de criar o elenco dos sonhos. É o famoso “só mais uma partida” que vira “meu Deus, já é meia-noite?”.

Jogador da seleção dos Estados Unidos concede uma entrevista após uma partida no FC 26

O que eu queria mesmo era ver mais modos contra a IA dentro do Ultimate Team e melhorias no modo carreira. Eu sei que o grande foco é online e competitivo, mas eu sinceramente não estou muito nessa vibe.

Não tenho mais tempo, paciência e nem estabilidade emocional para entrar online e tomar 10 a 0 do Enzo, que está de férias da escola, joga oito horas por dia e comemora gol com passinho do Jamal. Eu não quero perder pro Enzo. Eu só quero montar meu time, jogar umas partidas tranquilas e fingir que sou um gênio do futebol.

E é curioso como esse modo tem mudado minha visão sobre o jogo. Antes, pra mim, FC era aquele jogo bom para ter instalado e jogar de vez em quando com os amigos. Agora eu entendo melhor por que tanta gente fica presa nele por meses e quer sempre a última versão.

O fator replay é muito alto. Sempre tem algo para fazer, melhorar, testar ou desbloquear. E por isso acho que vale a pena ter alguma versão sempre disponível, nem que seja para jogar casualmente.

Ou talvez seja só o clima de Copa do Mundo batendo na porta e fazendo a gente querer viver uma fase futebolística meio sem explicação. Vai saber. A cada quatro anos o brasileiro desbloqueia o modo especialista em futebol.

No fim, FC 26 continua sendo o eterno FIFA. Um jogo cheio de vícios, com um modelo questionável, mas também com uma fórmula muito divertida quando você entra sem neura.

Será que FIFA… ops, quero dizer… FC… é o único jogo da EA que não perdeu sua essência? Tô falando bobeira? Eu sou da época do FIFA 98, “I get knocked down!”. E bora dar destaque pra trilha sonora: desde sempre, é só deixar o jogo aberto no menu que você já tem uma baita playlist.

Eu ainda não virei o cara do futebol virtual. Mas confesso, o Ultimate Team está me pegando.

E agora o FC 27 chega com o The Grounds, uma espécie de hub social com cara de mundo aberto, onde será possível encontrar outros jogadores, participar de partidas mais casuais, evoluir seu personagem e personalizá-lo dentro e fora de campo. Será que vai melhorar a parte da carreira?

Isso foi um review? Sei lá, mas tome minhas notas pro jogo!

Nota Final

87

👍
É topster, vai sem medo

Diversão

O jogo é bem divertido, com bastante coisa para fazer e vários modos para jogar. O problema é que o modo Carreira continua repetitivo e muito parecido com os anteriores.

9 (x 4,5)

História / Narrativa

Não há uma história tradicional, mas os modos Carreira de Jogador e Técnico permitem criar sua própria trajetória. A ideia tem muito potencial, porém acaba ficando repetitiva e pouco explorada.

8 (x 2)

Jogabilidade

A jogabilidade no geral é bem de boas, mas está longe de ser um primor. Em alguns momentos, chega a ser frustrante, principalmente na defesa. Não sei se é algum tipo de “handicap” para equilibrar as partidas ou se são apenas problemas nos controles e no posicionamento dos jogadores.

8 (x 1,5)

Gráficos / Direção de Arte

Os gráficos são bons e estão dentro do esperado, mas longe de serem referência. Alguns jogadores são muito bem modelados, enquanto outros ficaram bem abaixo do padrão.

8 (x 1)

Som / Trilha Sonora

É aqui que o “Fifinha” sempre brilhou. A Electronic Arts costuma mandar muito bem nas trilhas, e no FC 26 não é diferente: boas músicas, bastante variedade e várias daquelas que grudam na cabeça enquanto você navega pelos menus.

10 (x 1)

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