007 First Light é uma boa estreia para o novo James Bond?
Análise de 007 First Light: história, personagens, combate, jogabilidade, duração e se o novo jogo de James Bond vale a pena.
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Hades II vale a pena? Veja os principais pontos do roguelike, suas qualidades, defeitos e o que saber antes de jogar.
Zerei Hades II ganhou prêmio de melhor jogo de ação de 2025 no The Game Awards, então resolvi pegar o jogo e já adianto, curti pra bastante, mesmo não sendo o maior fã de roguelikes.
E talvez essa seja a melhor forma de explicar o jogo: várias coisas que fazem Hades II funcionar tão bem também podem ser exatamente o que vai fazer você desistir dele.
Porque, antes de tudo, ele é um roguelike.
Você vai morrer, voltar, repetir caminhos e enfrentar muitos dos mesmos inimigos várias vezes. Só que Hades II faz essa repetição funcionar porque quase toda tentativa gera algum tipo de progresso.
Você consegue recursos, melhora equipamentos, conhece melhor os inimigos e avança a história. Chefes que pareciam impossíveis começam a ficar previsíveis até chegar aquele momento maravilhoso de:
“Agora eu te mato!”

Uma das coisas que mais ajuda a evitar a sensação de repetição são as armas e as bênçãos dos deuses. Existem estilos bem diferentes de combate, e durante cada run você monta sua build com os poderes que aparecem.
Às vezes tudo encaixa e você vira uma máquina de destruição.
Em outras, não vem absolutamente nada do que você queria e seu plano vai direto para o lixo.
Essa aleatoriedade é parte da diversão, mas também pode frustrar quem prefere montar uma build fixa e jogar sempre da mesma forma.
Hades II também é bem mais complexo que o primeiro.
Existem duas grandes rotas de progressão, além de armas, aspectos, lembranças, familiares, encantamentos, recursos, pesca, cultivo e Cartas Arcanas.
Sim, no meio de uma guerra entre deuses você também pode brincar de fazendinha.
Tudo isso dá bastante profundidade ao jogo, mas pode cansar quem só quer ligar o videogame e sair batendo em tudo sem pensar muito.

Para mim, os personagens continuam sendo uma das melhores partes de Hades.
As versões dos deuses gregos têm muita personalidade e existe uma quantidade absurda de diálogos.
Você termina uma run, volta para a base e quase sempre alguém tem alguma coisa nova para falar.
Isso ajuda muito a dar sensação de progresso, mesmo quando você perde.
Por outro lado, a história é contada aos poucos.
Você precisa jogar, voltar, conversar, fazer outra run, melhorar relações e repetir esse processo várias vezes.
Então quem prefere uma narrativa mais direta pode achar tudo meio arrastado.

A direção de arte também continua excelente.
Os personagens ilustrados, os cenários e os efeitos criam uma identidade visual muito forte, sem precisar tentar parecer uma fotografia.
A trilha acompanha muito bem os combates e regiões, e tudo no jogo parece ter sido pensado para combinar com essa versão estilizada da mitologia grega.
Hades II tem personalidade sobrando.

Pra mim, vale muito a pena.
Mesmo não sendo fã de roguelike, o combate, os personagens e aquela sensação de “só mais uma run” me prenderam até o fim.
Mas é bom entrar sabendo no que está se metendo.
Se isso parece divertido, Hades II provavelmente vai te pegar. Agora, se depois de algumas runs você pensar:
“Caralho, eu tenho que passar por aqui DE NOVO?”
Talvez o jogo simplesmente não seja pra você.
Nota Final
Hades II é muito divertido, prende por horas e entrega bastante conteúdo. O problema é que a repetição faz parte do gênero roguelike e, mesmo com toda a variedade entre as runs, pra mim isso ainda pesa um pouco na nota.
A história da Melinoë é interessante e funciona muito bem dentro de Hades II, mesmo sem ter, pra mim, o mesmo peso da história do primeiro. Os personagens são carismáticos, bem construídos e ainda ajudam a apresentar bastante coisa da mitologia grega.
A jogabilidade é excelente: rápida, fluida e responsiva. As várias armas permitem estilos bem diferentes, as builds incentivam experimentar e ainda tem bastante coisa para evoluir e organizar entre as runs. Não tive bugs nem nada que atrapalhasse a experiência. É jogo redondinho.
É aqui que Hades II brilha. O jogo mantém a identidade visual do primeiro, com ilustrações lindas, personagens marcantes e cenários variados. É mais uma prova de que não precisa de gráfico ultrarrealista para fazer um jogo bonito pra cacete.
A trilha sonora continua muito boa e acompanha bem o clima das regiões e dos combates. Ela mantém bastante da identidade musical do primeiro Hades e ajuda a reforçar a personalidade do jogo.
Dora e Nemesis são top demais. +1 ponto para cada!
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